Muitas pessoas adiam a poupança porque sentem que não sobra dinheiro no fim do mês. Quando as despesas essenciais absorvem grande parte do rendimento, reservar uma quantia pode parecer difícil. Ainda assim, começar com um valor reduzido é a forma mais eficaz para criar o hábito sem comprometer os encargos da família.
Neste artigo, explicamos como dar os primeiros passos na poupança, com estratégias realistas e fáceis de aplicar no dia a dia.
Quanto poupar com um orçamento apertado
Não existe um montante universal para começar a poupar. O valor deve ser adaptado aos rendimentos, às despesas essenciais, às responsabilidades familiares e aos objetivos de cada agregado.
Uma referência frequentemente utilizada no planeamento financeiro é a regra 50/30/20, que sugere destinar 50% do rendimento às despesas essenciais, 30% às despesas pessoais e de lazer e 20% à poupança ou ao pagamento de dívidas.
Esta distribuição deve ser entendida como um ponto de partida e não como uma regra obrigatória. Quando o orçamento não permite reservar 20% do rendimento, a percentagem pode ser ajustada. Começar com 2%, 5% ou outro valor compatível com as despesas do agregado familiar permite avançar sem criar uma pressão financeira adicional.
Por exemplo:
Uma pessoa que receba 1000 euros por mês pode decidir reservar automaticamente 25 euros logo após receber o rendimento. Ao fim de um ano, terá colocado de parte 300 euros.
O montante deve ser realista e compatível com o orçamento, podendo ser aumentado quando os rendimentos crescerem ou algumas despesas diminuírem.
Porque vale a pena começar uma poupança agora
Começar cedo permite distribuir o esforço financeiro ao longo de mais tempo e acumular progressivamente o valor colocado de parte. Esta poupança pode funcionar como uma reserva financeira para imprevistos, tais como encargos com o automóvel, uma despesa de saúde não prevista ou uma quebra temporária de rendimento.
5 Passos para criar a poupança mesmo com pouco dinheiro
Como vimos, criar o hábito de poupar não exige começar com um valor elevado. As seguintes medidas ajudam a avançar de forma gradual e sustentada.
1. Definir um objetivo concreto
Ter um propósito claro, como criar um fundo de emergência, preparar uma viagem, apoiar a educação dos filhos ou começar a planear a reforma, ajuda a manter o foco na poupança. Definir uma meta, um prazo e uma contribuição mensal adequada facilita também o acompanhamento da evolução.
2. Automatizar a transferência
Programar uma transferência automática para logo após receber o rendimento ajuda a reservar o montante definido antes das restantes despesas. Também retira a necessidade de tomar a mesma decisão todos os meses. O dinheiro pode ser transferido para uma conta separada da utilizada no dia a dia, o que facilita o controlo e diminui a probabilidade de o valor ser utilizado em despesas não planeadas.
3. Começar com um valor pequeno e realista
Poupar 5 euros ou 10 euros por semana pode ser um ponto de partida, desde que esse valor não comprometa as despesas essenciais. O montante pode ser ajustado à medida que o orçamento o permitir.
4. Rever pequenas despesas frequentes
Pequenas despesas podem passar despercebidas, mas, quando se repetem ao longo do mês, podem representar um montante relevante no orçamento.
Por exemplo, rever subscrições que já não são utilizadas, compras por impulso ou serviços que podem ser renegociados ajuda a identificar margem no orçamento. O objetivo não é eliminar todos os momentos de lazer, mas perceber quais são os gastos que deixaram de trazer valor ao dia a dia.
Para uma análise mais completa, pode consultar o guia sobre como organizar as finanças pessoais.
5. Rever o orçamento regularmente
Os rendimentos e as despesas mudam ao longo do tempo. Uma alteração profissional, o nascimento de um filho ou uma nova prestação mensal podem exigir a revisão do valor colocado de parte. Se surgir uma despesa extraordinária, a contribuição pode ser temporariamente reduzida. Se existir maior folga financeira, pode ser reforçada. Esta flexibilidade ajuda a manter o hábito sem desequilibrar o orçamento familiar.
Separar a poupança por objetivos
Criar um fundo de emergência, destinado exclusivamente a situações urgentes e imprevistas, ajuda a proteger os restantes objetivos financeiros e reduz o risco de recorrer ao crédito quando surge uma despesa inesperada.
Sempre que possível, é útil organizar separadamente a reserva financeira para emergências e o dinheiro destinado a objetivos de médio ou longo prazo, como a reforma ou a educação dos filhos. Esta organização pode ser feita através de subcontas dedicadas à poupança.
Dar continuidade ao hábito de poupar
A capacidade financeira pode mudar ao longo da vida: numa primeira fase, o foco pode centrar-se na criação do hábito e, mais tarde, no aumento gradual das contribuições.
À medida que o valor colocado de parte cresce, pode fazer sentido definir objetivos de longo prazo, como preparar a reforma, complementar o rendimento futuro ou concretizar um projeto familiar.
Para aprofundar este tema, pode consultar o artigo sobre como escolher o melhor PPR para uma reforma mais tranquila.
Começar hoje faz diferença
Quando fizer sentido transformar este hábito num plano de médio ou longo prazo, pode conhecer as soluções de poupança e reforma da PRÉVOIR, pensadas para diferentes objetivos e fases da vida. Entre as opções disponíveis, existem soluções com entregas periódicas desde 25 € por mês.
Um mediador PRÉVOIR pode ajudar a avaliar a solução mais adequada ao seu orçamento e aos projetos que pretende concretizar.
* Este conteúdo tem caráter meramente informativo e não dispensa a consulta da legislação aplicável nem da informação pré-contratual e contratual legalmente exigida.