27 de Outubro, 2026

AVC e doenças graves: custos que nem sempre se antecipam

Um AVC pode afetar o rendimento familiar e trazer despesas inesperadas. Conheça os principais custos e como reforçar a proteção financeira.
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Um acidente vascular cerebral (AVC) pode acontecer de forma súbita e mudar profundamente a vida de uma pessoa e da sua família. Para além dos cuidados de saúde e da recuperação, podem surgir despesas adicionais, uma redução do rendimento e a necessidade de reorganizar a vida profissional e familiar.

Mesmo quando os cuidados de saúde são assegurados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), o impacto financeiro de uma doença grave pode prolongar-se muito para além do internamento. As deslocações a consultas e tratamentos, a reabilitação, o apoio nas tarefas diárias e as adaptações necessárias em casa são alguns dos encargos que importa considerar.

Neste contexto, preparar as finanças familiares e conhecer as soluções de proteção disponíveis pode fazer a diferença. Mas quais são os custos que devemos ter em conta e como podemos preparar-nos para os enfrentar?

Na PRÉVOIR, sabemos que uma doença grave afeta a saúde, mas também a organização e o orçamento familiar. A redução do rendimento, a necessidade de acompanhar consultas e tratamentos e as despesas adicionais podem dificultar a gestão dos compromissos diários.

Neste artigo, explicamos os principais custos associados a um AVC ou a outras doenças graves e partilhamos medidas práticas para ajudar as famílias a preparar-se financeiramente.

AVC em Portugal: uma realidade que vai além do momento agudo

O AVC continua a representar um importante desafio de saúde pública em Portugal. Segundo dados divulgados pela Ordem dos Enfermeiros em março de 2025, estima-se que cerca de 200 mil pessoas vivam com sequelas de AVC no nosso país. Mais de metade poderá necessitar de apoio permanente para realizar atividades básicas do dia a dia.

A mesma fonte refere que ocorrem entre 25 mil e 30 mil novos casos de AVC por ano, com base em dados da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral e da Direção-Geral da Saúde.

Estes números ajudam a perceber que as consequências de um AVC nem sempre terminam com a alta hospitalar. Dependendo da gravidade e das sequelas, a recuperação pode exigir meses de reabilitação, acompanhamento continuado e alterações significativas na rotina da pessoa e de quem a rodeia.

Em alguns casos, pode também tornar-se difícil regressar ao trabalho, manter o rendimento habitual ou assegurar todas as tarefas que antes faziam parte do quotidiano.

É importante reconhecer os sinais de um AVC. Perante sintomas súbitos, como desvio da boca, perda da força num braço ou dificuldade em falar, deve ligar imediatamente o 112. Uma resposta médica rápida é fundamental.

O que o SNS assegura e que despesas podem ficar a cargo da família?

O SNS assegura os cuidados de saúde previstos no sistema público, incluindo o diagnóstico e o tratamento hospitalar de um AVC e os cuidados de reabilitação clinicamente indicados, de acordo com a situação de cada pessoa e a organização dos serviços.

Ainda assim, uma doença grave pode trazer encargos que vão além dos cuidados clínicos. As deslocações a consultas e sessões de reabilitação, a necessidade de apoio nas atividades diárias e a adaptação da habitação são alguns exemplos.

O acesso ao transporte não urgente depende de prescrição e dos critérios aplicáveis a cada situação. Da mesma forma, os cuidados continuados e o apoio social podem estar sujeitos a condições específicas, incluindo comparticipações em determinadas respostas.

Outro aspeto importante é a eventual redução do rendimento. Durante uma baixa médica, o subsídio de doença está sujeito a condições de acesso e regras de cálculo, pelo que pode não substituir integralmente a remuneração habitual. Para quem tem despesas fixas elevadas, esta diferença pode ter um impacto significativo no orçamento mensal.

Por isso, ao avaliar o impacto financeiro de uma doença grave, importa olhar para o conjunto das despesas e dos rendimentos, e não apenas para os custos diretamente relacionados com o tratamento.

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4 Custos que nem sempre entram nas contas da família

Além dos cuidados médicos, há despesas e perdas de rendimento que nem sempre são consideradas quando surge uma doença grave. Os estudos disponíveis e a realidade do dia a dia permitem identificar quatro áreas que merecem especial atenção.

1. Perda de rendimento do doente

Um estudo português publicado em 2021 na Revista Portuguesa de Cardiologia, que incluiu 31 doentes empregados que sofreram um AVC, estimou uma perda média de 65 dias de trabalho por parte do doente durante o primeiro ano após o evento. O custo indireto médio estimado foi de 8.726 € por caso entre os doentes empregados incluídos na análise.

Estes valores ilustram o impacto potencial da perda de produtividade, mas devem ser interpretados no contexto do estudo. Não representam o custo médio de todos os AVC em Portugal, nem uma previsão das despesas que cada família terá de suportar.

2. O tempo e rendimento de quem cuida

 A recuperação pode exigir a presença regular de um familiar para acompanhar consultas, ajudar nas tarefas diárias ou prestar apoio durante o período de reabilitação.

No mesmo estudo, os cuidadores perderam, em média, 12 dias de trabalho. Esta situação pode obrigar a reduzir o horário profissional, faltar ao trabalho ou reorganizar responsabilidades familiares.

Quando o apoio necessário é prolongado, a família pode ainda ter de recorrer a serviços externos de assistência. Existem apoios destinados a cuidadores informais, mas o acesso depende do cumprimento de condições específicas.

O tempo dedicado a cuidar também tem um custo, mesmo quando não existe uma despesa direta associada.

3. A reabilitação e cuidados continuados

A recuperação após um AVC pode implicar fisioterapia, terapia da fala, acompanhamento especializado e apoio para recuperar autonomia nas atividades do dia a dia.

As necessidades variam de pessoa para pessoa. Algumas conseguem retomar a rotina habitual num período relativamente curto, enquanto outras precisam de acompanhamento prolongado ou de apoio para tarefas básicas.

Na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, os cuidados de saúde são assegurados pelo Ministério da Saúde. Em determinadas unidades, os encargos relativos ao apoio social podem implicar uma comparticipação do utente, calculada de acordo com as regras aplicáveis e a situação económica do agregado.

Além disso, podem surgir despesas com deslocações, equipamentos de apoio ou serviços complementares. Antecipar estas possibilidades ajuda a evitar que os custos inesperados comprometam o equilíbrio financeiro da família.

4. As despesas que continuam a existir

A prestação do crédito à habitação, a alimentação, as contas da casa, as despesas escolares e outros compromissos não desaparecem quando alguém adoece.

Se o rendimento diminui ao mesmo tempo que aumentam as despesas, a margem financeira da família pode ficar rapidamente reduzida. Uma situação inicialmente temporária pode tornar-se mais difícil de gerir quando a recuperação demora mais do que o esperado.

É precisamente por isso que a preparação financeira deve considerar não apenas as despesas associadas à doença, mas também a capacidade de continuar a pagar os compromissos habituais.

Como preparar a família para os custos de uma doença grave

Não existe uma solução única para todas as famílias. A proteção mais adequada depende dos rendimentos, das despesas, da estabilidade profissional, das poupanças disponíveis e das responsabilidades financeiras de cada pessoa.

Ainda assim, há medidas práticas que ajudam a preparar uma resposta a uma eventual doença grave.

Reforçar a reserva financeira

Um fundo de emergência permite fazer face a despesas imprevistas sem recorrer imediatamente ao crédito ou comprometer outras poupanças.

Para calcular uma primeira referência, comece por identificar as despesas essenciais mensais e o número de meses durante os quais gostaria de conseguir suportá-las caso o rendimento diminuísse.

Por exemplo, uma família com despesas essenciais de 1.800 €* por mês precisaria de 5.400 €* para cobrir três meses dessas despesas.

*Valores apenas ilustrativos

A reserva adequada depende da estabilidade dos rendimentos, da existência de outras fontes de rendimento no agregado e das necessidades específicas da família. Convém também considerar que uma doença grave pode gerar encargos extraordinários que não estão incluídos nas despesas habituais. O objetivo é criar uma margem financeira que permita responder a imprevistos com maior tranquilidade.

Rever a proteção do rendimento

A poupança é importante, mas pode não ser suficiente para fazer face a uma quebra prolongada de rendimento ou a despesas adicionais significativas. Os seguros podem complementar essa proteção, desde que as coberturas correspondam às necessidades da pessoa segura.

Importa distinguir as principais soluções:

  • Seguro de vida com cobertura de morte: Prevê o pagamento do capital contratado aos beneficiários em caso de morte coberta pela apólice.
  • Seguro com cobertura de invalidez: Pode assegurar o pagamento de um capital ou outra prestação quando estão reunidas as condições de invalidez definidas no contrato.
  • Seguro de doenças graves: Prevê o pagamento de um capital quando é diagnosticada uma doença expressamente abrangida e são cumpridos os critérios contratuais.
  • Seguro de incapacidade temporária para o trabalho: Pode assegurar uma prestação durante um período em que a pessoa não consegue exercer a sua atividade profissional, dentro dos limites e condições contratados.

Estas proteções não são equivalentes. Uma pessoa pode sofrer um AVC abrangido por um seguro de doenças graves sem preencher os critérios de invalidez de outro contrato. Da mesma forma, uma incapacidade temporária para trabalhar não dá automaticamente direito ao pagamento de um capital por doença grave.

Se tiver um seguro associado ao crédito à habitação, verifique também as garantias contratadas. A existência de um seguro não significa que todas as consequências financeiras de uma doença estejam cobertas. É necessário confirmar as situações abrangidas, os critérios de acionamento e quem recebe a prestação.

Antes de contratar ou alterar uma apólice, confirme quais as coberturas incluídas, os capitais garantidos, os períodos de carência, as exclusões e as condições necessárias para receber a prestação.

Calcular o capital de proteção de que pode precisar

Escolher um capital seguro não deve depender apenas do montante que parece mais confortável pagar em prémio. É importante relacioná-lo com as necessidades financeiras que pretende proteger.

Comece por responder a quatro perguntas:

  1. Que despesas essenciais teria de continuar a pagar se o seu rendimento diminuísse?
  2. Durante quanto tempo conseguiria suportar essas despesas com as poupanças disponíveis?
  3. Que outras fontes de rendimento ou apoios poderiam estar disponíveis?
  4. Que despesas adicionais poderiam surgir com tratamentos, deslocações, reabilitação ou apoio domiciliário?

A diferença entre as necessidades estimadas e os recursos disponíveis ajuda a perceber a dimensão da proteção que poderá fazer sentido procurar.

O capital de um seguro de doenças graves pode ser utilizado para diferentes necessidades financeiras, de acordo com as condições contratadas. No entanto, deve ter em conta que o montante seguro, as doenças cobertas e as regras de pagamento variam de produto para produto.

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Esclarecer dúvidas com um profissional

As necessidades de proteção mudam ao longo da vida. Uma alteração profissional, o nascimento de um filho, a contratação de um crédito ou a aproximação da reforma podem justificar uma revisão dos seguros existentes.

Um mediador de seguros pode ajudar a comparar soluções e a perceber as diferenças entre coberturas. Antes de tomar uma decisão, procure esclarecer questões como:

  • Que doenças estão efetivamente cobertas?
  • Que critérios médicos têm de ser cumpridos para que o diagnóstico dê direito ao pagamento?
  • Existem períodos de carência, exclusões ou limitações relacionadas com doenças anteriores?
  • Qual é o capital garantido e como evolui o prémio ao longo do tempo?
  • O contrato mantém-se após o pagamento de uma indemnização?
  • Até que idade existe proteção e em que condições?
  • Que documentos são necessários para participar um sinistro?

Compare não só o preço, mas também as condições contratuais e a adequação da proteção às suas necessidades. Uma solução mais económica pode não oferecer as mesmas garantias de outra proposta.

PRÉVOIR Proteção Doenças Graves: uma solução para reforçar a proteção financeira

Quando surge uma doença grave, ter acesso aos cuidados de saúde necessários é fundamental. Dispor de recursos financeiros adicionais pode também ajudar a enfrentar as despesas e as mudanças que acompanham esta fase da vida.

O PRÉVOIR Proteção Doenças Graves é um seguro de vida que prevê o pagamento de um capital em caso de diagnóstico de determinadas doenças graves abrangidas pelo contrato. O capital pode ser utilizado para tratamentos ou outras finalidades pessoais e familiares, de acordo com as condições da apólice.

Que doenças estão cobertas?

O seguro está disponível em duas versões:

Versão Base

Inclui seis doenças graves:

  • Acidente vascular cerebral (AVC);
  • Enfarte do miocárdio;
  • Alzheimer ou demência severa;
  • Doença de Parkinson;
  • Cegueira;
  • Paralisia.

Versão Premium

Inclui as mesmas seis doenças e acrescenta o cancro, num total de sete doenças cobertas.

O capital por diagnóstico de doença grave pode variar entre 10.000 € e 50.000 €, consoante o montante contratado. O pagamento está sujeito à definição contratual da doença e aos restantes critérios previstos na apólice.

Que outras garantias e serviços inclui?

O seguro inclui também uma cobertura em caso de morte, com um capital correspondente a 10% do capital contratado para doenças graves.

Disponibiliza ainda serviços de assistência, independentes da utilização das restantes coberturas, que incluem:

  • Segunda opinião médica, uma utilização por ano;
  • Apoio em caso de doença grave, até 1.000 € por ano;
  • Apoio domiciliário em caso de doença da pessoa segura, até 750 € por ano;
  • Capital para adaptação da habitação, até 1.500 €;
  • Envio de médico de urgência ao domicílio, sujeito a um copagamento de 15 €.

Estes serviços estão sujeitos aos respetivos limites e condições de utilização, que devem ser consultados na documentação contratual.

O que deve saber antes de contratar?

A subscrição está disponível entre os 50 e os 75 anos, segundo a idade atuarial, e a proteção pode manter-se até aos 100 anos, nos termos do contrato.

Não são exigidos exames médicos, mas é necessário preencher uma declaração do estado de saúde. A aceitação depende da análise e aprovação prévia do risco pela seguradora. Existem períodos de carência para a cobertura de doenças graves, contados a partir do início do contrato:

  • 90 dias: AVC, enfarte do miocárdio, paralisia e cegueira;
  • 180 dias: Cancro;
  • 360 dias: Alzheimer, demência severa e Parkinson.

A cobertura de morte e os serviços de assistência não têm período de carência.

Como em qualquer seguro, existem exclusões e condições específicas. Antes de contratar, consulte a informação pré-contratual e as condições gerais e especiais para conhecer os critérios de diagnóstico, as limitações e as regras de acionamento das coberturas.

Como perceber se esta proteção faz sentido para si?

Comece por avaliar as despesas que teria de suportar se lhe fosse diagnosticada uma doença grave, o rendimento de que poderia dispor durante a recuperação e o apoio financeiro que gostaria de manter disponível para si e para a sua família.

Depois, compare essas necessidades com o capital seguro, as doenças abrangidas e as condições do contrato. Se tiver dúvidas, peça esclarecimentos e uma simulação antes de tomar uma decisão.

Conheça o PRÉVOIR Proteção Doenças Graves e peça uma simulação.

Preparar a proteção financeira também faz parte dos cuidados

Uma doença grave pode trazer necessidades que vão muito além do tratamento médico. A quebra de rendimento, o apoio diário e as despesas adicionais podem afetar o equilíbrio financeiro da família durante meses ou até por um período mais prolongado.

Constituir uma reserva financeira, conhecer os apoios disponíveis e rever os seguros contratados são passos importantes para preparar estes cenários. Não é possível antecipar todas as consequências de uma doença, mas é possível reduzir a vulnerabilidade financeira através de um planeamento adequado.

A proteção certa depende das necessidades de cada pessoa e das condições concretas das soluções escolhidas. O mais importante é perceber o que já está protegido, identificar eventuais lacunas e tomar decisões informadas antes de surgir uma situação inesperada.

Na PRÉVOIR, acreditamos que a proteção financeira deve acompanhar as famílias nas diferentes fases da vida.

No blogue MomenTUs, encontra mais conselhos práticos sobre saúde, seguros e proteção financeira, para cuidar de si e de quem mais importa.

* Este conteúdo tem caráter meramente informativo e não dispensa a consulta da legislação aplicável nem da informação pré-contratual e contratual legalmente exigida.

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