Os mitos sobre seguros continuam a levar muitos consumidores em Portugal a escolher mal a proteção de que realmente precisam. Quando a decisão é tomada com base em ideias erradas, o resultado pode ser uma cobertura insuficiente, custos desnecessários ou expectativas que não correspondem à realidade.
Perceber o que é verdade, o que é mito e como escolher um seguro de forma mais informada faz toda a diferença para tomar uma decisão mais ajustada à realidade de cada pessoa.
Porque persistem tantos mitos sobre seguros
Os seguros continuam a ser vistos, por muitas pessoas, como produtos complexos e difíceis de comparar. Entre coberturas, exclusões, capitais, franquias e diferentes tipos de proteção, é natural que surjam dúvidas.
O problema começa quando essas dúvidas são preenchidas por ideias feitas, simplificações ou perceções erradas. É precisamente assim que nascem muitos mitos sobre seguros. E, quando isso acontece, o consumidor corre o risco de contratar menos proteção do que precisa, de valorizar apenas o preço ou de não compreender bem o alcance real da apólice.
Para aprofundar este tema, pode ser útil começar por perceber o que é um seguro.

8 Mitos sobre seguros que importa esclarecer
1. “Ter um seguro é sempre caro”
Este é um dos mitos sobre seguros mais comuns. O preço de um seguro depende de vários fatores, como o tipo de cobertura, o perfil do cliente, o risco associado, os capitais contratados e o nível de proteção pretendido.
Um seguro pode ter um custo acessível e, ainda assim, representar uma ajuda importante perante um imprevisto com impacto financeiro. Mais importante do que olhar para o preço é perceber o que está incluído e se essa proteção responde ao que a pessoa e a família realmente precisam.
No dia a dia, existem muitas despesas de baixo valor que passam despercebidas e que, somadas, representam um montante significativo ao final do mês. Pequenos consumos frequentes podem facilmente ser ajustados ou reduzidos, libertando margem para investir numa proteção que faz diferença quando surge um imprevisto.
2. “Se nunca tive um sinistro, não preciso de um seguro”
O seguro não existe para compensar o passado, mas para proteger o futuro. Nunca ter tido um sinistro não significa que ele não possa acontecer. Muitas vezes, só se valoriza a proteção quando surge um problema. Nessa altura, a margem de escolha já pode ser menor.
Ter um seguro é uma forma de garantir proteção financeira perante acontecimentos que não se conseguem prever nem controlar. Para quem pretende refletir melhor sobre esta dimensão, pode valer a pena ler o artigo sobre como proteger a família financeiramente.
3. “O seguro obrigatório cobre tudo”
Não é correto afirmar que um seguro obrigatório cobre tudo. No caso do seguro automóvel obrigatório, a cobertura mínima protege os danos causados a terceiros e às pessoas transportadas, mas não cobre o condutor do veículo.
Isto mostra que ter um seguro obrigatório não significa ter proteção total. Em muitos casos, é preciso analisar coberturas facultativas para garantir uma proteção mais completa e ajustada à realidade de cada condutor.
Para além dos seguros obrigatórios, existe um conjunto de soluções focadas na proteção pessoal e familiar, que asseguram diretamente as pessoas e não apenas os bens. Estes seguros podem fazer a diferença em situações do dia a dia, como acidentes ou doença, ajudando a mitigar o impacto financeiro e a garantir maior estabilidade.
Por exemplo, seguros de vida e os seguros de acidentes pessoais, apesar de não serem obrigatórios, são um complemento relevante para quem procura viver com mais tranquilidade, com soluções adaptadas a cada fase da vida e às necessidades de cada família.
4. “Um seguro barato é suficiente”
Nem sempre. Um seguro com preço mais baixo pode ter menos coberturas, mais exclusões ou franquias mais elevadas.
Por isso, antes de decidir, importa perceber a relação entre preço e proteção. Uma apólice barata pode parecer vantajosa no início, mas revelar-se insuficiente quando for realmente necessária.
5. “As exclusões não interessam”
As exclusões interessam, e muito. São elas que indicam em que situações o seguro não responde. Ignorá-las pode criar expectativas erradas e levar a surpresas em caso de sinistro. Para perceber bem o que cobre um seguro e quais são as exclusões do seguro, é essencial olhar também para o que fica de fora. Um mediador pode ajudá-lo a entender todas as questões importantes sobre a solução que está a ponderar subscrever.
6. “O seguro de vida só serve para quem tem crédito à habitação”
Este é um dos mitos sobre seguro de vida mais frequentes. Embora seja muitas vezes associado ao crédito à habitação, o seguro de vida é útil em tantas outras situações, ao longo da vida. Pode ser uma forma de proteger a estabilidade financeira da família em caso de morte, invalidez ou incapacidade temporária para trabalhar. Mesmo sem crédito, pode fazer sentido em função das responsabilidades e dos rendimentos do agregado.
Sugestão de leitura: O que está coberto pelo seguro de vida do crédito à habitação?
7. “O seguro de saúde só compensa quando já há problemas”
Pensar no seguro de saúde apenas quando surge um problema é uma visão limitada. É útil refletir sobre esta proteção precisamente antes de existir uma necessidade concreta.
Ao ser pensado com antecedência, ajuda a preparar melhor o acesso a cuidados de saúde e a reduzir o impacto de despesas inesperadas. Além disso, permite escolher com mais tempo e mais critério.
8. “Seguro de acidentes pessoais e seguro de vida são iguais”
Apesar de poderem ser vistos como complementares, estes seguros não respondem ao mesmo tipo de risco nem têm a mesma finalidade. O seguro de vida está ligado a uma proteção financeira mais ampla. Já o seguro de acidentes pessoais centra-se nas consequências de acidentes, como invalidez, incapacidade ou despesas de saúde associadas. Perceber esta diferença é essencial para escolher uma solução mais ajustada.
Para aprofundar este tema, pode ser útil ler o artigo: Seguro vida vs seguro acidentes pessoais: Quais as diferenças?

O que deve analisar antes de contratar um seguro
Depois de esclarecer estes mitos sobre seguros, torna-se mais fácil perceber o que merece atenção antes de tomar uma decisão.
Em primeiro lugar, importa distinguir entre seguro obrigatório e coberturas facultativas. Nem tudo o que é exigido por lei corresponde ao nível de proteção que cada pessoa realmente necessita.
Em segundo lugar, vale a pena analisar com cuidado:
- Coberturas
- Exclusões
- Capitais
- Franquias
Estes elementos mostram, com maior precisão, o alcance real da apólice.
Em terceiro lugar, a escolha deve ter em conta a fase da vida e o perfil de risco. Idade, família, profissão, compromissos financeiros, estado de saúde e objetivos de poupança são fatores que influenciam diretamente a adequação do seguro.
Por fim, uma boa decisão não depende apenas de contratar um seguro, mas de contratar o seguro mais ajustado à sua realidade. E isso exige comparação, leitura atenta e clareza sobre aquilo que realmente se pretende proteger.
Se precisar de ajuda para escolher ou rever a sua carteira de seguros, fale com um mediador PRÉVOIR.
Como escolher um seguro de forma mais consciente e informada
Os mitos sobre seguros continuam a dificultar boas decisões, porque simplificam um tema que deve ser analisado com atenção. Uma escolha mais consciente começa quando o consumidor deixa de olhar apenas para o preço e passa a avaliar a utilidade real da proteção.
Ter acesso a informação clara e rigorosa é um bom ponto de partida. No blogue da PRÉVOIR, encontra mais artigos com explicações claras e dicas úteis para compreender melhor soluções de proteção familiar e os critérios que ajudam a escolher com mais confiança.
*O presente conteúdo tem caráter meramente informativo e não dispensa a leitura da informação pré-contratual e contratual legalmente exigida, aplicável aos produtos PRÉVOIR.