6 de Outubro, 2026

Precisa de um seguro? 7 Perguntas que ajudam a decidir

Descubra se precisa de um seguro: responda a 7 perguntas sobre proteção, saúde, crédito habitação e reforma e fale com um mediador PRÉVOIR.
precisa de um seguro

Nem todas as pessoas precisam dos mesmos seguros. E nem todos os seguros são obrigatórios.

Perceber se precisa de um seguro depende da sua situação pessoal e familiar, das responsabilidades que tem e do impacto financeiro que determinado imprevisto poderia ter na sua vida.

Há situações em que a lei exige a contratação de um seguro. Noutras, a decisão é sua e deve partir de uma pergunta simples: o que tenho para proteger e o que poderia acontecer à minha vida financeira se surgisse um imprevisto?

Antes de contratar um seguro, também é importante perceber que proteção já tem. Pode existir uma cobertura através da entidade empregadora, de outro seguro ou de um contrato que já possui.

Para ajudar a responder a estas questões, na PRÉVOIR reunimos sete perguntas que podem ser um bom ponto de partida para o ajudar a decidir.

Quando é obrigatório ter um seguro?

Nem todos os seguros resultam de uma escolha. Em algumas situações, a contratação é obrigatória por lei. A obrigação pode depender da profissão, da atividade exercida ou de uma circunstância específica. Noutras, depende das necessidades de proteção de cada pessoa e família.

Segundo a ASF – Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, entidade responsável pela regulação e supervisão do setor segurador, os seguros obrigatórios em Portugal incluem, entre outros:

  • Acidentes de trabalho, obrigatório para trabalhadores por conta de outrem e trabalhadores independentes, nos termos previstos na lei;
  • Acidentes pessoais, dirigido a diversos contextos que incluam alunos, atletas de alta competição, bolseiros de investigação, bombeiros voluntários e dadores de sangue, dirigentes desportivos, empresas de animação turística, entre outros;
  • Assistência a pessoas, para empresas de animação turística e operadores marítimo-turísticos;
  • Danos, em contextos tais como depósito e cedência de bens culturais, bens objeto de contratos de locação financeira, imóveis afetos a obrigações hipotecárias ou outras situações;
  • Doença,para estrangeiros, nacionais de outros estados ou praticantes desportivos de alto rendimento;
  • Incêndio,em atividades de receção, movimentação, armazenagem, expedição e transporte de matérias-primas alimentares e produtos conexos, para edifícios em propriedade horizontal, edifícios que pertençam ao Estado e imóveis caucionados para o pagamento de pensões de acidentes de trabalho;
  • Seguro caução,exigido em atividades de exploração do jogo do bingo, no domínio da contratação pública, administradores, membros de Conselho Fiscal, Geral e de Supervisão das Sociedades Anónimas, corretores de seguros, entre outros;
  • Responsabilidade civil,em múltiplos contextos tais como atividades profissionais e de lazer, entidades, organismos e serviços, licenciamentos e transportes;
  • Roubo, exigido a empresas privadas de segurança e entidades promotoras de exposição de obras de arte;
  • Vida,obrigatório para militares integrados em missões fora do território nacional e elementos dos serviços e forças de segurança dependentes do Ministério da Administração Interna em missões policiais, humanitárias e de paz no estrangeiro.

Esta lista não esgota todas as situações previstas na lei. Ainda assim, ajuda a perceber que, em determinadas situações, a obrigatoriedade de contratar um seguro decorre da profissão ou da atividade exercida.

precisa de um seguro

Quando pode fazer sentido contratar um seguro?

Quando a contratação não é obrigatória, a decisão deve partir das necessidades de proteção de cada pessoa. Uma forma simples de pensar no assunto é perguntar:

Se este acontecimento ocorrer, consigo suportar financeiramente as consequências?

Imagine, por exemplo, que depende do seu rendimento para pagar as despesas da casa e que tem pessoas que dependem financeiramente de si. Ou que tem um crédito à habitação que continuaria a existir mesmo que deixasse de poder trabalhar.

Nestas situações, um imprevisto pode ter consequências financeiras importantes. Um seguro pode ajudar a reduzir esse impacto, dependendo das coberturas e condições contratadas. Mas a necessidade de proteção não é igual para todos. O que faz sentido para uma pessoa pode não fazer sentido para outra.

É importante perceber que tipo de proteção responde às diferentes fases da vida, seja quando contrai um crédito à habitação ou quando planeia a reforma.

As necessidades não se limitam à proteção perante um imprevisto: podem também passar pela saúde, pela proteção da família ou pelo planeamento financeiro do futuro.

Entre as soluções mais procuradas encontram-se:

  • Seguro de Vida;
  • Seguro de Saúde;
  • Seguro de Vida associado ao Crédito Habitação;
  • Soluções de proteção para doenças graves;
  • Soluções de Poupança e Capitalização;
  • Planos Poupança Reforma (PPR).

O seguro de saúde, por exemplo, pode facilitar o acesso a cuidados médicos, de acordo com as coberturas e condições contratadas, enquanto uma solução com cobertura para doenças graves pode ajudar a preservar a estabilidade financeira perante um diagnóstico como o cancro.

Já as soluções de poupança e os PPR respondem a uma preocupação diferente: preparar com antecedência a reforma e outros projetos de médio e longo prazo.

Precisa de um seguro? Comece por responder a estas 7 perguntas

Para perceber se precisa de um seguro, há perguntas que ajudam a refletir sobre as suas necessidades de proteção. Por exemplo:

1. Se acontecesse alguma coisa comigo, quem ficaria financeiramente afetado?

Pense nas pessoas que dependem, total ou parcialmente, dos seus rendimentos.

Se esses rendimentos deixassem de existir, durante quanto tempo a sua família conseguiria manter as despesas habituais?

Esta pergunta pode ajudar a perceber se existe uma necessidade de proteção financeira em caso de morte ou de determinadas situações de invalidez, de acordo com as coberturas contratadas.

2. Tenho um crédito ou outra responsabilidade financeira que continuaria a existir se eu deixasse de poder pagar?

Um crédito à habitação é um exemplo evidente, mas podem existir outras responsabilidades financeiras relevantes.

Quando existe um crédito à habitação, o banco pode exigir a contratação de um seguro de vida com determinadas coberturas. Nessa situação, é importante perceber o que está efetivamente coberto, qual o capital seguro e quais as condições do contrato.

Também é importante saber que existem regras específicas relativamente à escolha do seguro associado ao crédito à habitação. Por isso, antes de decidir, informe-se e compare as condições disponíveis.

3. Se ficasse temporariamente sem poder trabalhar, conseguiria manter as minhas despesas?

Uma doença ou um acidente pode ter consequências que vão além das despesas médicas.

Para quem depende do rendimento do trabalho, uma incapacidade temporária pode significar uma redução ou interrupção dos rendimentos durante algum tempo.

Vale a pena perceber que poupanças tem disponíveis e que proteções já possui através do trabalho ou de outros contratos de seguro.

Dependendo da situação, algumas coberturas podem ajudar a proteger o rendimento ou a fazer face a determinadas despesas, mas é essencial verificar as condições concretas do contrato.

4. Tenho filhos ou outras pessoas que dependem financeiramente de mim?

Quanto maior for a responsabilidade financeira sobre outras pessoas, maior pode ser o impacto de um imprevisto. Despesas como habitação, alimentação, educação e outras responsabilidades continuam a existir mesmo quando surge uma situação inesperada.

Por isso, se tem pessoas que dependem de si, pode ser útil avaliar que proteção financeira existe atualmente e que necessidades continuam por acautelar.

5. Um problema de saúde grave teria um impacto financeiro difícil de suportar?

Uma doença grave pode trazer consequências que não se limitam às despesas médicas.

Pode haver uma alteração dos rendimentos, despesas adicionais ou necessidade de apoio durante um período prolongado.

Existem seguros e coberturas que podem prever prestações ou capitais em determinadas situações de doença grave. No entanto, as condições variam de contrato para contrato.

Antes de contratar, é fundamental perceber quais as doenças abrangidas, em que condições existe direito à prestação e quais as exclusões aplicáveis.

6. O meu trabalho, profissão ou atividade obriga-me a ter algum seguro?

Nem todos os seguros são facultativos. Dependendo da profissão ou atividade exercida, pode existir uma obrigação legal de contratar determinado seguro. Se trabalha por conta própria, iniciou uma nova atividade profissional ou exerce uma profissão sujeita a regras específicas, confirme se existe algum seguro obrigatório aplicável à sua situação.

7. A minha vida mudou desde a última vez que analisei os meus seguros?

Esta é uma pergunta que muitas vezes fica esquecida. Comprou uma casa? Teve um filho? Mudou de emprego? Começou a trabalhar por conta própria? Aumentaram as suas responsabilidades financeiras? Aproxima-se da reforma? Qualquer uma destas mudanças pode alterar aquilo que faz sentido proteger.

Um seguro que respondia às suas necessidades há alguns anos pode deixar de ser suficiente. Também pode acontecer que tenha atualmente coberturas que já não correspondem às suas necessidades.

Por isso, vale a pena rever os seguros sempre que ocorrer uma mudança importante na sua vida.

Se se identificou com algumas destas questões, pode fazer sentido perceber se existe alguma necessidade de proteção por responder.

E que proteção já tem?

Antes de contratar um novo seguro, faça um levantamento simples da proteção que já possui.

Por exemplo, pode ter:

  • Coberturas através da entidade empregadora;
  • Um seguro associado ao crédito;
  • Um seguro de vida ou de acidentes pessoais que já tenha contratado;
  • Outras coberturas incluídas nos seus contratos atuais.

Esta verificação pode evitar duplicações e ajudar a perceber melhor onde existem necessidades de proteção ainda por responder. Mais seguros não significam necessariamente mais proteção. O importante é perceber o que está efetivamente coberto e se essa proteção corresponde às suas necessidades.

Como tomar uma decisão mais informada

Se identificou necessidades de proteção que gostaria de acautelar, o passo seguinte passa por compreender as diferentes soluções disponíveis e os conceitos essenciais de um contrato de seguro.

Importa analisar com atenção as coberturas, exclusões e condições previstas na apólice. Conhecer melhor o que é um seguro e esclarecer alguns mitos sobre seguros pode ajudar a tomar uma decisão mais consciente e ajustada à sua realidade.

Também é importante perceber que diferentes soluções respondem a necessidades distintas. Um seguro de vida, por exemplo, tem objetivos diferentes de um seguro de acidentes pessoais. Conhecer essas diferenças permite avaliar qual a proteção mais adequada à sua fase de vida e às responsabilidades que tem atualmente.

Sugestão de leitura: Seguro de acidentes de trabalho vs Seguro de acidentes pessoais

precisa de um seguro

Proteção e planeamento devem acompanhar cada fase da vida

As necessidades de proteção não são iguais ao longo de toda a vida.

Uma mudança de emprego, o início de atividade por conta própria, a compra de casa com crédito habitação, o nascimento de um filho ou a aproximação da reforma podem alterar aquilo que faz sentido proteger.

Cuidar da família passa também por proteger a família financeiramente perante imprevistos, através de soluções ajustadas às suas necessidades.

Essa proteção pode ser complementada com uma estratégia de poupança de médio e longo prazo. Um PPR ajustado ao seu perfil, por exemplo, pode contribuir para preparar a reforma e dar continuidade aos seus projetos futuros com maior segurança financeira.

Mais importante do que tomar uma decisão apenas uma vez é rever periodicamente as necessidades de proteção e perceber se existem situações que ainda não estão acauteladas.

Uma proteção ajustada começa por conhecer as suas necessidades

Cada situação é diferente e nem sempre é simples perceber que proteção faz sentido em cada fase da vida.

A PRÉVOIR conta com uma rede de 1.400 mediadores em todo o país, disponíveis para ajudar a avaliar necessidades e a conhecer soluções de proteção ajustadas ao momento atual da sua vida.

Se ainda procura perceber se precisa de um seguro, pode contar com o acompanhamento de um mediador PRÉVOIR para esclarecer dúvidas e avaliar, sem compromisso, que tipo de proteção pode fazer mais sentido para si e para a sua família.

* Este conteúdo tem caráter meramente informativo e não dispensa a consulta da legislação aplicável nem da informação pré-contratual e contratual legalmente exigida.

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