Pensar na reforma pode parecer prematuro quando se está em plena vida ativa. No entanto, escolher o melhor PPR (Plano Poupança e Reforma) para o perfil de cada pessoa e começar a poupar dinheiro cedo são boas práticas que ajudam a garantir maior tranquilidade financeira no futuro.
Em Portugal, os desafios demográficos e económicos exigem o planeamento atempado desta fase da vida. O mês de dezembro, em particular, é estratégico para rever objetivos financeiros, reforçar o PPR e, ainda, aproveitar os benefícios fiscais em vigor no corrente ano.
Por que é importante poupar para a reforma?
Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a população ativa no nosso país está a diminuir, enquanto o número de pensionistas continua a crescer. As projeções indicam que, até 2050, a taxa de substituição – isto é, a percentagem do último salário a receber na reforma – pode descer para cerca de 38-40%.
Perante este cenário, depender apenas da pensão da Segurança Social pode não ser suficiente para garantir o nível de vida desejado. Assim, aderir ao melhor PPR pode:
- Evitar quebras abruptas de rendimento;
- Assegurar maior estabilidade e segurança financeira;
- Permitir um esforço financeiro mais leve ao longo dos anos, sobretudo quando se começa a poupar cedo;
- Constituir um complemento fiável à pensão pública.
O que comparar antes de escolher o melhor PPR?
A oferta de PPR em Portugal é muito diversificada, por isso a escolha deve assentar em critérios bem definidos. Para tomar uma decisão informada e escolher o melhor PPR para si, compare os seguintes aspetos:
- Tipo de produto: Seguros PPR (com garantia de capital) e Fundos PPR (com maior exposição ao risco de mercado);
- Rentabilidade mínima anunciada;
- Histórico de rentabilidade;
- Comissões e penalizações;
- Flexibilidade nas entregas e reforços;
- Condições de resgate.
A seguir, exploramos com maior detalhe os principais fatores que deve considerar para escolher o melhor PPR para o seu perfil. Cada um destes elementos influencia diretamente a segurança, a rentabilidade e a flexibilidade do seu Plano Poupança Reforma.
1. Capital garantido ou exposição ao risco de mercado?
O primeiro critério para identificar o melhor PPR para o seu perfil é o nível de risco.
- Seguros PPR (capital garantido): É uma solução segura, ideal para perfis conservadores ou para quem se aproxima da idade da reforma. Assegura o capital investido e, geralmente, uma taxa mínima de rentabilidade.
- Fundos PPR (sem garantia de capital ou rentabilidade): Este tipo de produto tem um maior potencial de rentabilidade a longo prazo, mas também um maior risco. Está sujeito às flutuações dos mercados financeiros e pode gerar perdas. É adequado para perfis mais tolerantes ao risco e com horizontes de investimento mais longos.
Se procura segurança, previsibilidade e proteção do investimento, o melhor PPR tende a ser o de capital garantido.
2. Rentabilidade: Garantida ou variável?
No PPR com capital garantido, como o PRÉVOIR PPR, a seguradora define uma taxa mínima de rentabilidade válida durante o período indicado. Neste caso, em 2025, a rentabilidade mínima é de 2,50%.
3. Flexibilidade: Um fator decisivo na escolha do melhor PPR
A vida muda ano após ano: entrada no mercado de trabalho, nascimento dos filhos, progressão na carreira, variações no orçamento familiar. A capacidade de poupança deve acompanhar esse ritmo. Por isso, o melhor PPR deve permitir ajustar valores e manter a consistência do ritmo de poupança.
No PRÉVOIR PPR, a flexibilidade é um ponto forte:
- Entregas periódicas desde 25€ por mês;
- Possibilidade de entrega única desde 300€;
- Reforços a partir de 125€;
- Ajuste do valor das entregas, sempre que fizer sentido.
- Possibilidade de entregas suplementares, via aplicação MY PRÉVOIR.
Esta possibilidade de adaptação ajuda a manter a disciplina de poupança ao longo dos anos, independentemente das mudanças na vida pessoal ou profissional.
4. Custos e condições de resgate
A transparência é fundamental para definir qual o melhor PPR. Antes de escolher, confirme se existem:
- Comissão de subscrição;
- Penalizações por resgate antecipado;
- Custos de transferência;
- Outros encargos.
No caso do PRÉVOIR PPR as condições são claras, o que facilita a escolha:
- Comissão de aquisição até 0,5%;
- Resgates nas condições legais sem penalização;
- Penalizações reduzidas para resgates fora das condições legais (2% no 1º ano, 1% nos anos seguintes);
- Transferência para outra entidade com custo de 0,5%.
Como escolher o melhor PPR adequado ao seu perfil?
Um bom PPR adapta-se à fase da vida em que se encontra. Esta solução de poupança deve ser vista como uma ferramenta estratégica, que evolui consigo.
- Aos 30 anos: Início da poupança com pequenos valores. O tempo e os juros compostos são aliados poderosos.
- Aos 40 anos: Reforço do plano de poupança, com entregas consistentes.
- Aos 50 anos: Foco na segurança e estabilidade. Privilegiar soluções com capital garantido.
Independentemente da idade, o importante é começar a poupar para a reforma e não adiar esta decisão. Quanto mais cedo começar a colocar algum dinheiro de lado, mais tranquilo viverá quando terminar a vida ativa. Saiba mais no artigo: Como organizar a poupança reforma aos 30 40 e 50 anos.

Benefícios fiscais do PPR: Incentivo adicional
Para além da poupança em si, o PPR oferece benefícios fiscais em sede de IRS. É possível deduzir à coleta 20% dos montantes aplicados em PPR no respetivo ano (por pessoa não casada ou por cônjuge), até limites anuais que variam consoante a idade:
- Até 35 anos: Dedução máxima de 400€ por ano (correspondente a 2000€ de investimento).
- Entre 35 e 50 anos: Dedução máxima de 350€ por ano (1750€ de investimento).
- A partir dos 50 anos: Dedução máxima de 300€ por ano (1500€ de investimento).
Após a data de passagem à reforma, não são dedutíveis à coleta de IRS os valores aplicados.
Os pormenores desta dedução dos Planos de Poupança Reforma (PPR) estão previstos no n.º 7 do art.º 78 do CIRS e no art.º 21 do EBF.
O apuramento da dedução máxima à coleta de IRS depende do montante das deduções por agregado familiar. Estas deduções resultam da soma das deduções à coleta associadas a despesas de saúde e seguros de saúde, encargos com lares, outros benefícios fiscais e encargos com a retribuição pela prestação de trabalho doméstico.
A soma das deduções à coleta não pode, contudo, ultrapassar os limites definidos no artigo 78.º do CIRS, conforme indicado na tabela seguinte, em função do escalão de rendimentos do titular.
| Escalão do Rendimento Coletável (IRS) | Limites | Majoração (agregado familiar com 3 ou mais dependentes) |
| Até 8.059€ | Sem limite | Sem limite |
| Superior a 8.059€ até 80.000€ | 1.000€ + [(2.500€-1.000€) x (80.000€- Rendimento Coletável) / (80.000€ – 8.059€)] | Agregados com 3 ou mais dependentes, os limites são majorados em 5% por cada dependente ou afilhado civil que não seja sujeito passivo de IRS. |
| Superior a 80.000€ | 1.000€ |

PRÉVOIR PPR: O melhor PPR para quem procura flexibilidade e segurança para o futuro
O PRÉVOIR PPR pode ser o melhor PPR para quem tem um perfil mais conservador e procura uma solução segura e ajustável às várias fases da vida.
Principais vantagens:
- Capital garantido (no final, o capital-poupança constituído será igual, pelo menos, a soma dos prémios pagos);
- Rentabilidade mínima de 2,50% em 2025;
- Participação nos resultados, quando aplicável;
- Entregas e reforços flexíveis;
- Regime fiscal vantajoso.
O contrato tem duração mínima de 5 anos e 1 dia e termina aos 60 anos, um horizonte adequado para a construção de uma poupança consistente.
Como fazer para transferir um PPR?
Transferir a poupança para um melhor PPR é um direito do subscritor e uma ferramenta importante para melhorar as condições de rentabilidade, custos ou adequação ao perfil de risco, sem perder os benefícios fiscais acumulados. No entanto, o processo deve ser feito com conhecimento e atenção aos detalhes.
O que é a transferência de PPR
Transferir um PPR significa mover o valor acumulado de um Plano Poupança Reforma para outro PPR, seja dentro da mesma entidade ou para uma entidade diferente. Esta operação não implica levantamento de capital, pelo que não há lugar à perda de benefícios fiscais nem à aplicação de penalizações fiscais.
Quando faz sentido transferir um PPR
A transferência para um melhor PPR pode ser considerada quando:
- O PPR atual apresenta comissões elevadas;
- A rentabilidade é pouco competitiva;
- O produto deixou de se adequar ao perfil de risco;
- Existe necessidade de maior flexibilidade nas entregas ou resgates;
- Surge uma solução com capital garantido mais atrativa.
A decisão deve basear-se numa análise comparativa cuidadosa.
Custos associados à transferência
A transferência de PPR com capital garantido pode ter um custo máximo legalmente definido, atualmente até 0,5% do valor transferido. Nos PPR sem capital garantido, a transferência costuma ser gratuita.
Antes de avançar, é fundamental confirmar se o produto de poupança reforma que tem subscrito:
- Tem comissão de transferência;
- Qual o valor exato aplicado;
- Se o novo PPR compensa esse custo a médio e longo prazo.
Passos para efetuar a transferência para um melhor PPR
O processo de transferência é simples e não exige grande intervenção do subscritor:
- Escolher o novo PPR e a entidade de destino;
- Solicitar a transferência junto da nova entidade;
- Autorizar formalmente a transferência;
- A nova entidade trata de todo o processo com a entidade de origem.
Durante este período, o capital mantém-se investido e protegido.
Uma transferência bem planeada pode representar uma melhoria significativa na qualidade da poupança para a reforma.
Quando é possível resgatar o PPR?
O resgate pode ser total ou parcial e é permitido, sem penalizações, nas seguintes situações:
- Reforma por velhice;
- Desemprego de longa duração do participante ou de qualquer dos membros do seu agregado familiar;
- Incapacidade permanente para o trabalho do participante ou de qualquer dos membros do seu agregado familiar, qualquer que seja a sua causa;
- Doença grave do participante ou de qualquer dos membros do seu agregado familiar;
- A partir dos 60 anos, desde que cumprida a duração mínima do contrato.
- Frequência ou ingresso do participante ou de qualquer dos membros do seu agregado familiar em curso do ensino profissional ou do ensino superior, quando geradores de despesas no ano respetivo;
- Utilização para pagamento de prestações de contratos de crédito garantidos por hipoteca sobre imóvel destinado a habitação própria e permanente do participante;
O pedido de resgate de PPR poderá incorrer em penalizações, nos seguintes casos:
- Os reembolsos que não respeitem o período de permanência de 5 anos, dão lugar à reposição do benefício fiscal sem aplicação de majoração.
- Caso o PPR seja reembolsado fora das condições previstas na lei, haverá lugar à devolução do valor deduzido à coleta, acrescido de 10% por cada ano ou fração, decorrido desde a data da respetiva dedução até à data do reembolso.
Com o melhor PPR comece a preparar hoje a reforma de amanhã!
A reforma exige planeamento e o melhor PPR é a chave para construir um futuro mais estável.
Nunca é tarde começar a planear a reforma, reforçar o PPR e beneficiar das vantagens fiscais em vigor.
Se procura o melhor PPR para si, fale com um mediador PRÉVOIR. Este especialista vai ajudar a avaliar as opções e encontrar a solução ideal para o seu perfil.
A informação contida neste artigo não dispensa a consulta da informação pré-contratual e contratual legalmente exigida.




